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Crónicas do Manel Garganta - Vida de Padre Antone, um Padre só de Alcunha

Ao fim de muito tempo, após ter abandonado a escrita e me ter dedicado mais ao "gesso", voltei a escrever uma crónica, desta vez sobre uma personalidade muito religiosa de Casco de Rolha apelidado por muito de "santaneiro". 
Padre Antone é muito devoto das causas santas e muito comprometido com as causas da igreja. Padre Antone exerce funções de Técnico Auxiliar de Serviços Religiosos e de Ajudante do Sr. Abade, Maioral da Real Confraria de Nossa Senhora dos Tremoços, Ministro da Comunhão e membro do Coro de Casco de Rolha.
Padre Antone passa a sua vida numa fona para conseguir dar saída a todas as suas actividades religiosas. Eis o seu programa de festas.
  • Segunda a Sexta - Vai à missa a Casco de Rolha rezar o terço com a sua patroa
  • Sábado - Vai à missa a Corno Manso puxar dos galões de Ministro da Comunhão na missa das 5 horas, vem na estona para estar na missa das 6 horas de Casco de Rolha para fazer parte do Coro de Casco de Rolha, no fim vai noutra fona para estar com a Real Confraria de Nossa Senhora dos Tremoços na Capela de Nossa Senhora dos Tremoços;
  • Domingo - Vai à missa às 7 horas da manhã a Corno Manso, vem pela missa das 8 horas da manha na Capela de Nossa Senhora dos Tremoços, no fim vai numa fona levar a patroa à missa das 9 na Igreja de Casco de Rolha, para estar as 10h na Missa da Capela de Sant'Antone dos Caçarretas e vem a abrir para dar a comunhão e cantar na missa das 11 na Sé Catedral de Casco de Rolha. Vai ainda à missa as 19 horas da tarde a Vila Nova de Santa Pinga.
Segundo alguns este um dia será beatificado e será santo sob o nome de Sant'Antone de Papa Hóstias. É um verdadeiro aficionado das actividades religiosas no domínio da Missa.

Crónicas de Manel Garganta - A Vida de um Casco Rolhense Antigo vs. A Vida de um Casco Rolhense Moderno

Ao fim de não sei quanto tempo sem dar sinais de vida nas minhas crónicas decidi voltar a arrotar umas postas de pescada, desta vez a comparar a vida moderna com a do antigamente.
Vou utilizar nesta análise 4 situações fim de semana de inverno e de verão e dias de semana de inverno e de verão.
No quadro a seguir apresento o resultado de tal estudo intensivo.


Crónicas do Manel Garganta - A Origem da Freguesia da Fisgada

Passado muito tempo e um outro tanto quanto, estou de volta à carga. Desta vez a crónica vai ser uma espécie de aula de história sobre a Freguesia de Fisgada que agora é um dos três estados membros da República da Testeira e Cricas de Regaladas.
A origem da Freguesia da Fisgada já vem do tempo da criação do Viscondado de Casco de Rolha por D. Afonso Henriques. À data da criação do Viscondado de Casco de Rolha existia entre Vilar de Castanhadas e Testeira uma pequena povoação conhecida por Aldeia de Fisga de Cutelo.
Dado ser tão pequena foi decidido que seria anexada à Aldeia de São Cascolino do Morniço que fazia fronteira a norte. Com esta união, as duas aldeias juntas passam a chamar-se Fisgada.
A Freguesia de Fisgada manteve-se no Viscondado de Casco de Rolha até à reorganização administrativa provocada pela Revolução Liberal. Com a desintegração do Viscondado de Casco de Rolha nos concelhos de Vila Nova de Santa Pinga, Casais de Cima, Casais de Baixo, Quinto do Caralho Mais Novo, Quinto do Caralho Mais Velho e Caralhais, Fisgada passou a pertencer ao concelho do Quinto do Caralho Mais Velho,
Natural de Fisgada é o Almirante das Cricas Jack Buçô o Presidente da República da Testeira e Cricas de Regaladas.

Crónicas do Manel Garganta - As Aves Raras

Casco de Rolha para além de ser uma terra de ilustres gentes de gema de raiz é "tamvém" uma terra "acharcada" a aves raras. No registo de aves raras de Casco de Rolha estão registadas as seguintes aves raras: Cagapones Melrius Cagatacus, Rola Anã, Rola Comando, Tone Rambestaine e Zé da Barge. Sendo que as duas primeiras são aves de bico e as duas respectivas seguintes aves de beiças.
O Cagapones Melrius Cagatacus é uma espécie rara de melro anão raramente visto a vaguear no Pinhal do Esgaça. Este "infequetua" voos picados do cimo dos eucaliptos para o chão para morniçar cascas de tremoceiro. Esta aves só bebe "auga" de cu lavado.
A Rola Anã é uma espécie de rola mais ligeiramente pequena que a rola dita normal. É uma adaptação aerodinâmica da rola dita normal aos ares de Casco de Rolha. Esta adaptação permite-lhe fazer grandes manobras em voo.
A Rola Comando é uma rola de combate. É treinada unicamente para combate aéreo e de bombardeio. Estas estão actualmente na Freguesial Força Aérea e estão "inquipadas" com coletes anti-bicada e fisgas de longo alcance.
Tone Rambestaine é todo ele uma verdadeira ave rara. Ele é o presidente da Frente Freguesial de Metalage (FFM). Todo ele parece um mapa de estradas cheio de desenhos e brincos de cortiça. "Tamvém" faz parte da comissão organizativa do Milhões de Farpas.
Zé da Barge é todo ele "tamvém" digno de registo na lista de aves raras de Casco de Rolha. A sua imagem de marca é um osso de frango que traz enfiado na beiça a fazer de pircing. É este iluminado o presidente da comissão organizativa do Milhões de Farpas.

Crónicas do Manel Garganta - As Tias Marias

Casco de Rolha é terra ilustre de gente de gema de raíz. De entre estas gentes a destacar um grupo de patroas cada uma com a sua "destingação perente" a sua terra. Este grupo é um que tem o nome em comum, Tia Maria. Vou agora falar sobre cada uma delas em geral e de todas em particular.
  • TIA MARIA BADALHOCA - Tia Maria Badalhoca é uma patroa de barba rija. É a viuva do saudoso Manel Tinto que já se lhe arrefeceu o céu da boca faz tempo. Desde o arrefecimento de Manel Tinto que Tia Maria Badalhoca nunca mais conseguiu arranjar "home" dado o seu mau feitio. É um dos jornais de noticias de Casco de Rolha;
  • TIA MARIA GRILA - Tia Maria Grila é casada com Se Zé da Gaita. De uma caibrada mal dada com este nasceu Zé da Gaita o vocalista da Casco Bois Bande que já foi vocalista do Trio Pombas. Patroa de família dotada de uma calma exemplar mas também alevanta lavareda quando fizer preciso;
  • TIA MARIA DO PITO ARREGAÇADO - Tia Maria do Pito Arregaçado é prima direita e esquerda de Tia Maria Badalhoca e com esta perfaz a dupla de três de jornais de noticias de Casco de Rolha. Quando era nova era uma boa vitela dotada de bons contra-fortes frontais e tem fama de ser aviadora dos "homes" de Casco de Rolha;
  • TIA MARIA FARPONA - Tia Maria Farpona é a patroa mais influente na política casco rolhense. Ela é a Secretária Freguesial do Desporto e da Cultura. Esta mulher dá o cu e três vinténs por uma boa tainada política. Já foi presidente da freguesial do Partido da Puta que Pariu (PdPqP). Dificilmente algum "home" verga esta patroa na política;
  • TIA MARIA DO PITO ESBEIÇADO - Tia Maria do Pito Esbeiçado casou-se com um descendente do ducado da Greta e condado de Sarrafeiro. Esta é uma patroa revolucionária. Dos seus "aquetuamentos" revolucionários resultou uma castanhada na zona dos baixios quer a deixou com o respectivo defeituoso, daí resulta a sua alcunha;
  • TIA MARIA MANANACA - Tia Maria Mananaca é uma patroa que não há muito a dizer. Amiga do seu amigo é portadora de uma pequena folga na direcção. Da sua folga na direcção resultam alguns espetáculos freguesiais;
  • TIA MARIA DO PITO CABELUDO - Tia Maria do Pito Cabeludo é a chamada patroa de cona rija. Esta patroa é proprietária de um farfalhudo bigode em ambas as beiças, respectivamente cimeiras e baixias. Ela tem fama de cascar no seu "home" send o mesmo um coninhas d'Apúlia ficando-se de lombo quente;
  • TIA MARIA DO PITO ENFEITADO - Tia Maria do Pito Enfeitado é uma especialista especializada em artes artísticas. Recentemente esta patroa juntou as suas especialidades no campo da nassa e artes plásticas e criou um novo movimento artístico em Casco de Rolha.

Crónicas do Manel Garganta - A Vida de um Casco Rolhense Moderno

Nesta crónica vou contar ao pormenor a vida de um casco rolhense moderno adepto das novas tecnologias nomeadamente portadores de tabuletas e "telemobles" que parecem umas talochas de trolha com ligação à internet e respectivamente ao "Feicebuque". Este tipo de casco rolhense coloca ao pormenor todo o seu santo dia no "Feicebuque".
"Alebanta-se" e tira logo uma fotografia às suas bentas de sono para enfiar "perente" o "Feicebuque". Depois vai "arrear o calhau" e tira fotografia à real cagadela e coloca "perente" o "Feicebuque" com a seguinte legenda: "Aí está a sanita pintada à pistola. Uma obra digna do Picasso!".
Depois toma o pequeno-almoço e arrota e coloca "perente" o "Feicebuque": "Já assentou bem! Quase arrotava a tripa!". Vai trabalhar e actualiza o seu estado do "Feicebuque" para : "A ir para o chóio".
No fim do trabalho vai ter com a moça e actualiza o seu estado do "Feicebuque" para: "Vai ser hoje que vou lá! Até vai ganir!". Chega à moça e pega nela e vão ao morniço. Muda o estado do "Feicebuque" para: "A morniçar ca moça" e coloca uma fotografia de "amvos os dois".
Ao fim do morniço "armanda" um arroto e grava para colocar o vídeo "perente" o "Feicebuque". No fim do morniço pega na moça para irem dar uma caibrada e actualiza o seu estado do "Feicebuque" para: "Vai ser agora que lhe vou apertar os tampos - Em Pinhal do Esgaça!". Coisa e tal começam o afiambramento e começam a tirar a roupa ele interrompe para dizer no "Feicebuque" que já está a tirar a roupa à moça. Coisa e tal começam a caibrada interrompe e o seu estado do "Feicebuque" passa para: "Já está toda lá dentro! - A ver umas marufas do caralho". Entretanto lembra-se e tira uma foto à "ceregina" da moça e põe no "Feicebuque" para mostrar o material.
Durante a caibrada a moça faz a digestão do morniço e arreia um farpão ele pega logo na tabuleta para atualizar o seu estado do "Feicebuque" para: "Já se lhe começaram a cair. Até cantou!". Terminada a caibrada anunciam "tamvém" "perente" o "Feicebuque". Chega a casa e vai dormir e actualiza o seu estado do "Feicebuque" para: "Inté amanhã vou  chonar - A sentir-se com uma soneira do caralho".
Este casco rolhense moderno é todo ele um verdadeiro jornal de noticias com actualização ao minuto.

Crónicas do Manel Garganta - A Lenda da Encruzilhada dos Quatro Caminhos

Aí está o que é, ninguém se pode rir! Estou de regresso com mais uma crónica de gema de raiz. Desta vez o meu regresso deveu-se a factos sobrenaturais que os antigos de Casco de Rolha contavam e contam sendo respectivamente os que contavam já se lhes arrefeceu o céu da boca e os que contam ainda não se lhes arrefeceu o céu da boca. Mas "adiente"!
Como é de costume socorri-me de fontes de informação fidedignas para recolha de informação. Desta vez foi na minha Casal Marufas Dois e Meio bater à porta de Tia Maria Mananaca. Tia Maria Mananaca tem residência junto da encruzilhada dos quatro caminhos que dá para o Largo do Corno do Diabo. Diz tal individualidade que quando era mais nova a sua avó que agora tem residência na Quinta dos Caladinhos contava que à noite naquele sítio era perigoso pois era o local do ajuntamento das bruxas de Casco de Rolha e arredores. Algumas até vinham por onde passa agora a auto-estrada A69 do lado do Quinto do Caralho Mais Velho. Contou ainda que certa vez quando vinha para casa vinha à sua frente um chefe velhote a  andar quase a bater com os calcanhares no pescoço e que virou na respectiva encruzilhada e desapareceu de repente. Tia Maria Mananaca na altura cagou-se toda e ficou em estado de "parrequidão".
Esta é mais uma lenda a juntar às ademais existentes "perente" Casco de Rolha.

Crónicas do Manel Garganta - A Reza das Terriolas

Ao fim de muito tempo e outro tanto quanto voltei a escrever uma crónica desta vez sobre uma sabedoria popular antiga das gentes de Casco de Rolha. Casco de Rolha sempre foi uma terra saloia de grande sabedoria do seu próprio povo de gema de raiz.
Nesta crónica vou relembrar uma velha reza sobre algumas terras vizinhas de Casco de Rolha pelos próprios casco rolhenses na pessoa deles próprios. Para recolher esta reza tive ajuda de uma velha anciã de Casco de Rolha, Seralice Carequinha. Segundo Seralice Carequinha esta reza das terriolas remonta ao tempo muito antigo sendo mesmo do tempo antes do arroz de quinze. A reza, reza o seguinte:
"Burcha vai ao cu e puxa,
Caralhos os de Caralhais,
Paneleiros os da Bicha,
Farpões os de Vilar de Farpas,
Casco de Rolha tudo numa nights,
Pentilheiras as da Testeira,
Cabrões os de Bidões,
Vacas Bravas as de Corno Manso,
E pingões os de Santa Pinga."
Segundo Seralice Carequinha esta reza passa de geração em geração de filhos para pais, tal como a sua avó passou para ela e ela para a sua mãe e a sua mãe para a sua filha.

Crónicas de Manel Garganta - A Vida no "Feicebuque"

"Perente" esta crónica vou falar sobre uma coisa que está muito em cima nos dias de hoje, a vida no "feicebuque", sim porque existem menaços e menaças que tudo o que fazem publicam "perente o feicebuque" parecendo mesmo que a sua vida se desenvolve "perente" esta rede social. Qualquer coisa que façam ou algum sítio que vão põe logo fotos "perente o feicebuque". Qualquer dia destes quando forem aliviar a tripa também vão por uma foto da real cagadela que fizeram para mostrar aos amigos o bom funcionamento do seu "antestino". 
Outra moda que pegou foi as famosas "seurfes", em que o individuo(a) tira uma fotografia às suas bentas ou corpo inteiro e coloca "perente o feicebuque". Uma altura um moço daqui de Casco de Rolha o Zé da Gaita, disseram-lhe que a "seurfe" era tirar uma fotografia à cabeça. O home na sua inocência como não lhe disseram a qual das cabeças que devia tirar, tirou à cabeça da gaita. Foi logo um escândalo "perente" Casco de Rolha. Estava no "feicebuque" a cabeça da gaita do Zé da Gaita.
Qualquer dia estes moços que publicam tudo o que fazem "perente o feicebuque" qualquer dia "armandam" um farpão e vão logo todos contentes publicar no "feicebuque" que "armandaram" um farpão a cantar. 
Existem ainda aquele segmento de moças e patroas que gostam de publicar "perente o feicebuque" fotos suas a mostar o presunto e quase que se lhe vê o umbigo por dentro. Estas moças devem ser técnicas de venda do presunto ou devem andar com falta de chouriça
.

Crónicas de Manel Garganta - Vida Extra-Terrestre



Nesta crónica vou fazer revelações bombásticas sobre Casco de Rolha que irá por a humanidade a pensar duas vezes sobre a existência de vida sem ser no Planeta Terra. Segundo um ex-membro dos Serviços Secretos e de Informação Freguesial (SSIF), estes terão organizado em solo de Casco de Rolha um encontro entre António Pina Balente e o líder dos habitantes do planeta Mirage 75 que fica a quilhões de anos luz do planeta Terra.
O encontro deu-se na base dos SSIF de Casco de Rolha. Passo a citar o ex-membro dos SSIF: “Nós entramos em contacto com os habitantes do planeta Mirage 75 através de ondas artesianas armandadas através do satélite Casco RS Star. Recebemos a confirmação de volta e foi marcado o dito encontro. O encontro deu-se no dia em que Casco de Rolha foi sobrevoada por Garrafões Voadores Não Identificados (GVNI’s). Os GVNI’s foram uma manobra de diversão criada pelos SSIF para desviar as atençõoes da chegada dos habitantes do planeta Mirage 75. Eles chegaram e esconderam a nave no interior das nossas instalações. O seu líder encontrou-se com o presidente da junta António Pina Balente. Fizeram um acordo entre as partes que caso o planeta Mirage 75 entre em guerra com o planeta Terra, Casco de Rolha e as suas gentes estarão a salvo dos ataques mirages. Os habitantes do planeta Mirage 75 revelaram que comem gambozinos cósmicos e bebem auga de cu lavado. Levaram como recordação um presunto pata negra e uma garrafinha de pinga alvarinha de Casco de Rolha”.
Após estas revelações bombásticas de um ex-membro dos SSIF, devemos pensar duas vezes quando dizemos que estamos sozinhos no universo.

Crónicas de Manel Garganta - A Comezaina

A crónica "A comezaina" engloba um vasto leque de pratos de "quintegoria", que vão desde um rojãozinho com batata lourada com um arrozinho, um cozidinho à portuguesa, a um leitãosinho, ou até mesmo um caldo verde com uma torinha de carne ou chouriço.
De realçar que para o rojãozinho ser de valor tem que ser temperado com vinho tinto, se for com vinho branco "não vale um caralho".
Mas passa também por uma vasta gama de doçaria e entradas. Por exemplo para serem boas as rabanadas devem ser cortada fininhas e fritas em pouco óleo. Se forem feitas com muito óleo ficam enjoativas.
De referir também que para ir comer ao McDonalds é preferível comer em casa umas sacas plásticas, visto que os hambugueres parecem de plástico e não valem um "tostão furado".
Também não é recomendável dizer-se que se vai ao marisco junto de mentes erótico-badalhocas porque estas pensam logo que se está a referir a ida a uma "casa de carne".

Crónicas de Manel Garganta - Macumbas

Nesta nova crónica vou falar dessa ciência muito cobiçada que é a Ciência do Oculto, também conhecida
por Macumba...
Reza a lenda que para os lados da casa de Mestre Toninho Chafardanas existe um penedo que tem escondido no seu interior um tesouro em ouro. Para abrir o dito calhau tem que se ler o "Livro de São Cipriano" d'estouro sem parar, depois desta leitura o calhau abre-se ao meio e pode-se ir buscar o tesouro ao seu interior. Consta também que a proteger o referido calhau está uma moura encantada com as suas cobras. No caso de tentar a moura encantada, esta "armanda" as cobras atrás de quem a tentou enganar para lhe "arrefecer o céu da boca". Para prevenir disto um grupo de casco rolhenses pensaram "estroncar" o penedo com umas velas de dinamite, ou ir lá o Sr. Presidente da Junta "armandar" uns farpões venenosos para "enchertar a broa" à moura e às suas cobras. Mas depressa desistiram desta ideia.
Fiz também uma pesquisa intensiva no Livro de São Cipriano e descobri macumbas que me "partiram a piça toda".
Na receita para se tornar invisivel tem que se matar um gato preto enterra-lo com favas enfiadas em "amvas as duas" vistinhas, nos ouvidos e uma debaixo das bordas do cu do defunto, o gato preto. Depois tem que se regar todos os dias à meia-noite. Depois colhem e mete-se uma a uma na boca. A que o tornar invisivel guarda-se para quando quiser ficar invisivel. Na receita contra o mau olhado o que se sobressaiu à vistinha foi o facto da receita levar raspa de osso de morto. Eles pensaram em falar com Sadam o Cangalheiro para lhe arranjar tal material.
De realçar que isto são tudo receitas manhosas e artesianas, que só quem for nabo é que acredita. 

Crónicas de Manel Garganta - O Corpo Humano

Nesta crónica vou falar desse grande e complexo instrumento que é o corpo humano. Este é composto pelo diversificados sistemas sendo eles os seguintes: Sistema da Moleirinha, Sistema do Cagativo, Sistiema do Pinativo, Sistema do Ar, Sistema de Circulação na Veia e Sistema do Mijativo.
Após uma pesquisa exaustiva sobre o tema descobri que existem muitos nomes para dar ao mesmo órgão ou parte do corpo. Mas é no Sistema do Pinativa nomeadamente nas patroas que existe maior diversidade de nomes para o mesmo instrumento. Na respectiva zona baixa das patroas encontrou 15 nomes para lhe chamar, sendo os seguintes: periquita, crica, cona, chirimóia, berbiga, pito, parreco, bujão, grelo, greta, rata, pachacha, bichana, pêssego e arpeijo. Na respectiva parte frontal cimeira das patroas encontrei 8 nomes sendo eles os seguintes: mamas, marufas, meloas, bóias, tetas, balões, airbags e babes.
Também no sistema pinativo dos "homes" existe grande variedade de nomes para a mesma coisa. Por exemplo para a zona dos baixios encontrei os seguintes nomes: sacas, guizos, tim tins, colhões, quilhões, tomates, piça, grila, gaita e Sr. Caralho. 
Para os ademais órgãos e partes do corpo também encontrei nomes. Eis o resultado da pesquisa exaustiva: moleirinha, caixa córnea, caixa gaiteira, fronha, bentas, beiços, beiças, visitinhas, penca, focinho, pescanhoço, píbeda, bomba, motor, figuedeira, papo, bucho, vasilhame, pipo, tripa, antestinos, manápolas, nalgas, presuntos, patas e calcantes.

Crónicas de Manel Garganta - R.I.P

Pelo que tenho visto "perente o feicebuque" quando se arrefece o céu da boca a alguém pegou moda por a
fotografia das bentas da vítmia de arrefecimento do céu da boca e escrever R.I.P. O que me parte a piça toda é que muito pessoal mal sabe falar português e já que falar inglês. Porquê usar "Rest In Peace" se se pode dizer "Descança em Paz". Será por causa da sigla que manda mais pinta dizer R.I.P em vez de D.E.P.
Quem não ler muito bem até é capaz de ler o "Rest In Peace" à portuguesa, dizendo "Resto Im Piça". É tipo os nomes daqueles actores americanos o Tone Cruz e o Jorge Coluna. Quem não souber o que significa R.I.P. até pode pensar que o falecido(a) era paraquedista e pertencia a um Regimento de Infantaria Paraquedista.
Dizer D.E.P. não "armanda" tanta pinta e o pessoal até pode pensar que a vitima de arrefecimento do céu da boca pertencia a algum departamento todo "XPTO" do Estado ou da moina ou o caralho. Ainda respetivamente ao R.I.P. o melhor que vi "perente o feicebuque" foi um moço dizer que quem quinou não foi a respetiva morta mas o R.I.P.

Crónicas de Manel Garganta - Técnicas de Condução

Após efetuar uma análise exaustiva sobre essa atividade que é a condução conclui a seguinte conclusão concluida, existem três tipos de condutores. Estes três tipos não são nada mais nada menos que os condutores d'estouro e do fininho, condutor devagar e do enconas e condutor trailarila.
O condutor d'estouro e do fininho é aquele condutor que vai andar na estona por "caminhos de vacas" a sacar fininhos às paredes. Estes condutor dão o "corpo às balas" sempre na estona a enfrentar os ademais condutores da estrada. Estes condutores geralmente só gostam de puxar e sacar travão de mão nos respectivos "caminhos de vacas" não puxando nas restantes estradas.
O condutor do enconas é aquele condutor que gosta de andar "a pastar a toura" na estrada. Este condutor até pode ter carro para andar a estonar mas anda a fazer fila. Quando leva o carro cheio diz que este não anda porque leva muito peso. Sendo que se não se acelera o carro não anda.
O condutor trailarila é um condutor muito característico. Vou contar um acontecimento que descreve este tipo de condutor. Um Tio Manel tinha ido malhar uns canecos e pegou no seu "boguinhas". Num cruzamento este apresenta-se pela direita mas tinha STOP. Não parou no STOP e "armandou" uma castanhada a uma patroa que ia a passar no seu "boguinhas". Começou a ateimar que tinha razão e a patroa queria chamar a Moina. Ao ouvir isto, o Tio Manel disse para não chamar a Moina que tinha bebidos um copinho.

Crónicas de Manel Garganta - O Sulfato e as Mulheres

Tal actividade é toda ela de uma elevada "deficileza" visto que nem sempre ficam bem sulfatadas. Uma das zonas mais críticas de sulfatar é a zona das "vistinhas" toda ela uma zona sensível e por vezes as "vistinhas" são alérgicas ao sulfato e até se lhe vem as lágrimas ficando a parecer duas poças "d'auga".
A zona dos "beiços" é passada d'estouro. Para uma mais rápida sulfatação das bentas é aconselhável o uso de uma trincha, ou até mesmo um rolo ou ainda mais d'estouro uma máquina de sulfatar de pressão.
De realçar que o sulfatamento das bentas e beiços não faz milagres. Por exemplo um "xaimite" ou um "M5 Caga Tacos" não vai modificar a "fuça" com o sulfato.
Maioritariamente o sulfatamento das "bentas" e dos "beiços" ocorre quando as "patroas" vão a festevidades ou acontecimentos do social à noite e querem dar nas vistas.

Crónicas de Manel Garganta - Técnicas de Jogar às Cartas

Nesta segunda crónica, eu Manel Garganta vou falar de algumas técnicas de jogar às cartas. Vou começar pelo jogo das copas onde junto de alguns jogadores consagrados descobri técnicas para jogar este jogo "violento". 
Começo por falar na técnica da dama seca. A técnica consiste em jogar a Dama de Espadas "Viuva" quando se a tem "seca" na mão. Na maioria das vezes existem outros jogadores mais "apertados" com cartas maiores que a "Dama" na mão, nomeadamente "Ás", "Bisca" "Rei" e "Valete".
 A segunda técnica para jogar às copas é a técnica do manhoso. A essência desta técnica de jogar às copas aplica-se quando um jogador tem o "Ás" de Espadas ou a "Bisca" ou outra carta de Espadas superior à "Dama" e joga essa carta "à patrão" na mesa a bater de côto para intimidar os restantes adeversários da mesa. Esta técnica deve ser feita com muita preocaoção e não deve utilizada muitas vezes com o mesmo grupo de jogo porque os restantes adversários podem começar a perceber quando se entra "à patrão" para fazer a "ricarda" ou é uma jogada técnica de manhoso para não levar a "Dama". Geralmente pode-se saber se é "à manhoso" ou é para fazer a "ricarda". Qunado o jogador joga a carta surrateiramente na mesa é porque quer fazer a "ricarda". Se joga a carta d'estouro é porque é jogada técnica para fugir à "Dama". 
A terceira técnica é a da jogada técnica. A essência desta técnica de jogar às copas aplica-se quando um jogador tem um jogo bom para fazer a "ricarda" mas tem uma ou duas cartas a comprometer a "ricarda". Por exemplo tem um "Duque" ou "Terno" ou outra carta com pouco valor e se joga antes das outras cartas "à manhoso" para se livrar das ditas cartas sem sairem copas para os adeversários e depois os outros jogadores jogam para poder amarrar e fazer a "ricarda". Geralmente a "jogada técnica" é favorável ao jogador que a executa. Quando se tem poucas copas e todas baixas não é aconselhável fazer a "jogada técnica". 
A quarta técnica é a da jogada de teste. Esta técnica difere da Técnica do Manhoso e da Teoria da Jogada Técnica. Esta jogada antes pelo contrário, tem o objectivo de testar a vontade do adversário fazer ou não fazer a "ricarda". Esta técnica é utilizada quando um jogador está desconfiado que um dos seus adversários anda a fazer jogadas técnicas para fazer a "ricarda". Para isso o jogador desconfiado puxa d'estouro uma carta de copas relativamente alta, tipo um "Rei" ou um "Valete" ou uma "Dama". Se o adversário amarrar na base é porque ta a habilitar-se à "ricarda". Se não amarrar as jogadas anteriores não passaram de jogadas à manhoso para não "enchertar" a "Dama" de Espadas. 
Também consegui apura uma técnica para jogar à Bisca do Nove. O jogo da "Bisca do Nove" é todo ele um jogo com alto grau de mais alto nível. Bastante conceituado "perente" as tascas, confere um alto rendimento nos campos da matemática e campos de intelectualidade da "moleirinha". Este jogo deve ser jogado com o mais alto nível de tranquilidade possível, dado o seu alto grau de "deficileza". Para ter melhores prestações neste digníssimo jogo de cartas é preciso ter algumas técnicas manhosas e fazer bastantes "contas de merceeiro". Passemos a descrever algumas dessas "maroscas" legais que se podem fazer para ganhar o jogo. Para começar existe uma lenda que reza que na primeira jogada amarra-se sempre porque a primeira carta a sair é um trunfo. Já foi testada esta lenda e muito raramente confere pleno,isto é, ou seja, não se fiem nesta lenda artesiana. Para continuar passemos a algumas contas de merceeiro que devem acompanhar tão ilustre derby. Quando o jogador adversário começa o jogo deve tentar fazer o máximo possível de "filetes" para não amarrar no jogo. Segundo deve sempre tentar "secar" um dos naipes que tenha na mão. Depois nunca deve jogar um "ás" logo na primeira puxada do naipe do dito "ás". Deve tentar ficar sempre com os "ases" "protegidos" por carta pequenas tipo "duques", "ternos", e assimilares. As primeiras cartas a descartar são os "reis", "valetes" e "damas", para não correr o risco de ter que amarrar no jogo. Uma regra de ouro a não esquecer, a carta mais importante do jogo é o "duque" de trunfo.
Com estas regras e "contas de merceeiro" é quase certa a vitória no jogo, salvo se jogue contra um "mijão" de todo o tamanho.

Crónicas de Manel Garganta - O "Vacalhuço"

O "vacalhuço esse peixe considerado o mais sexy do mundo por trê motivos, pescado à cana na Ribeira de Casco pela Charles & Pistolas é alvo preferencial da cozinha portuguesa. Eu, Manel Garganta, como home de gema e bom apreciador da comezaina fui ter com grandes chefes da cozinha casco rolhense, tais como chef petisqueiro Teófilo ou Tio Xixo. Segundo estes mestres da cozinha, a tradição de cozinhar o "vacalhuço" já é muito antiga, já vem do tempo dos primeiros "vacalhuceiros" que enfrentavam as "augas" gélidas dos mares do norte às porta do ártico. Com o acompanhamento destes "ases" da cozinha consegui apurar os seguintes pratos de "vacalhuço":
Pataniscas de Bacalhau
Rissóis de Bacalhau
Croquetes de Bacalhau
Arroz de Bacalhau
Massa de Bacalhau
Lazanha de Bacalhau
Panado de Bacalhau
Pastelão de Bacalhau
Pasteis de Bacalhau
Sandes de Bacalhau
Mariscada de Bacalhau
Bacalhau Cozido
Bacalhau Frito
Bacalhau Grelhado
Bacalhau Estufado
Bacalhau Gratinado
Punhetas de Bacalhau
Bacalhau à Gomes de Sá
Bacalhau à Brás
Tostas de Bacalhau
Mistas de Bacalhau
Filetes de Bacalhau
Açorda de Bacalhau
Fino de Óleo de Fígado de Bacalhau
Sumo de Óleo de Fígado de Bacalhau
Iscas de Bacalhau
Bacalhau à Moda do Porto
Bacalhau à Minhota
Papas de Bacalhau
Sopa de Bacalhau
Canja de Bacalhau
Bife de Bacalhau
Bacalhau com Natas
Bacalhau à Caçador
Costelinha de Bacalhau
Toucinho de Bacalhau
Barbatana de Bacalhau Negra
Secretos de Bacalhau
Douradinhos de Bacalhau
Bacalhau Fumado
Big Mac de Bacalhau
Alheira de Bacalhau
Rojões de Bacalhau
Empadão de Bacalhau
Poré de Bacalhau
Coxa de Bacalhau
Bolo-rei de bacalhau
Mexidos de Bacalhau
Rabanadas de Bacalhau
Aletria de Bacalhau
Espanholada de Bacalhau
Feijoada de Bacalhau
Bacalhau d'Estouro
Fininhos de Bacalhau
Filhós de Bacalhau
Pão-de-ló de Bacalhau
Sonhos de Bacalhau
Musse de Bacalhau
Bacalhau à Champignon
Salada Russa de Bacalhau
Geleia de Bacalhau
Bacalhau do Céu
Orelheira de Bacalhau
Baba de Bacalhau
Salame de Bacalhau
Bacalhau da Avó
Grelos de Bacalhau
Kubota de Bacalhau
Lingua de Bacalhau
Caldo Verde com uma Tora de Bacalhau
Almondegas de Bacalhau
Sarrabulho de Bacalhau
Jardineira de Bacalhau
Cornos de Bacalhau
Rodizio de Bacalhau
Tosta de Bacalhau Alentejana
Natas de Bacalhau
Picanha de Bacalhau
Kebabs de Bacalhau
Hamburguer de Bacalhau
Pizza à Gomes de Sá
Cachorro de Bacalhau
Cocktail d'Águas de Bacalhau
Miminhos de Bacalhau
Migas de Bacalhau
Cozido à Portuguesa de Bacalhau
Cotovelinhos de Bacalhau
Tripas de Bacalhau
Nacos de Bacalhau
Talharim de Bacalhau
Bacalhau nas Sacas
Tronco de Bacalhau
Cabrito Recheado com Bacalhau
Perú Recheado com Bacalhau
Coderniz de Bacalhau
Rosca de Bacalhau
Broa de Bacalhau
Cacetes de Bacalhau
Bola de Bacalhau
Folar de Bacalhau
M5 Caga Tacos de Bacalhau
Micas de Bacalhau
Gelatina de Bacalhau
Queques de Bacalhau
Caralhos de Bacalhau
Farofa de Bacalhau
Chiclas de Bacalhau
Corneto de Bacalhau
Calipo de Bacalhau
Vieneta de Bacalhau
Gomas de Bacalhau
Chatos de Bacalhau
Estrogonofe de Bacalhau
Panique de Bacalhau
Goulache de Bacalhau